Todo final de ano, nos deparamos com a recapitulação do que fizemos – e deixamos de fazer – nos doze meses anteriores. É um recontar de um ano em dois ou três dias que, na maioria das vezes, resumem-se a como tornamos nossos desejos reais ou não conseguimos fazer deles verdade. É uma viagem por cada momento que sonhamos com coisas diferentes, com os planos.
É uma viagem pelos reinos dos nossos desejos.
Tesão, vontade, cobiça, anseio, destino, desígnio divino, não importa: são sinônimos, todos, para desejos. Aqueles que revelamos; os que ocultamos; os que nos movem; os que nos limitam a visão; os que nos orientam; os que nos tiram os pés do chão…
Aqueles que nos mantém vivos.
Gente que não deseja, não vive – sobrevive.
Gente que não deseja, não descobre coisas novas, mal experimenta: vive num mundo cíclico, onde os fins e os começos são congruentes. Onde, acima de tudo, o fim de uma coisa é o começo daquilo que parecia terminado… Onde descobre-se que não era um fim, mas uma retomada por um outro ponto de vista.
Respeitar quem vive assim é difícil e incomoda, justamente, por ser um jeito tão preso, labiríntico. Reprime o desejo por conta não apenas da rotina, mas por ver tudo linearmente.
E isso nos entristece, como pessoas.
Desejos existem para ser soltos, momentos loucos e roucos, daqueles que manifestam-se nos momentos mais impossíveis e, se perder o tempo, não resolvem suas necessidades, seus instantes que se tornam todo tempo – e nenhum ao mesmo tempo.
Desejo ótimos desejos a todos em 2012: sejam livres para realizá-los, pois a força dos desejos é tão grande quanto a liberdade com que nos presenteamos.
Um ótimo 2012 cheio de desejos pra vc tb!
Obrigado, bebê
Pra vc tbm ^^
[...] 2012 – Você tem desejos? [...]
Muitos, muitos mesmos, rs
O maior deles é conseguir real independência financeira, quitando as dívidas (só faltam DUAS!!!)
Grande beijo e muito obrigado por recomendar meu texto!!!
Feliz 2012 pra ti!!!