Devaneio e Desespero

Faz algum tempo que não escrevo nada por aqui – por causa de projetos, correria, perda de controle, construção de um novo eu…
Junte tudo isso e coloque um tanto de caos que faz com que nenhum passo, adiante ou pra trás, apareça ou soe minimamente realista…

É, estou assim.
Entendam: não reclamo publicamente de praticamente nada – e muitos dos que convivem comigo sabem disso – pois construo em mim as possibilidades para resolver quaisquer desafios que apareçam e, hoje, estou paralisado.

Me falta afeto (Não receber, mas sentir na mesma medida em que as pessoas me enviam)
Me falta foco (Isso eu já falei em uns 3 textos, e nem vou colocá-los aqui, mesmo)
Esses dois eu SEI que faltam, e tenho movido meu mundo particular pra fazer com que isso mude…
O problema é que, hoje, eu acordei sem tesão…

Sem fome, sem gosto, sem vontade de sair da cama, sem vontade de produzir.
Crise mesmo, sabe?
Sem “Vontade de Potência”, sem “Um estado mais elevado do próprio ser”…
Um grande cinza…

Uma das coisas que mais “me acordam” é a música – algumas em especial, como “Kiss from a Rose” e outras que não se encaixam aqui no texto – e nem música me acordou hoje.
Sabe uma sensação de ter feito algo muito certo e muito errado, ao mesmo tempo? É, estou assim hoje.

Ontem foi um dia atípico, fiz coisas diversas, ri bastante, estive com pessoas que gosto muito (bota muito nisso, na verdade) e terminei a noite sossegado, relaxado.
Aí veio algo que afundou meu peito – algo que ainda não sei o que é…
O pior de tudo? Não sei com quem falar, sobre o que falar e se saberei falar – daí o Desespero…

*O texto tá truncado, eu sei, mas estou tirando ele de mim à fórceps e, acreditem, não está nada fácil, colocar algo que incomoda pra fora. São cordas, linhas, teias, arames farpados pesados no peito e que, inacreditavelmente, não querem se soltar.*

Há alguns dias, estive quase tão desesperado quanto estou agora e recorri a um amigo mais velho, com quem conversei pouco nos mais de 10 anos que nos conhecemos, mas que veio a ser praticamente um norte nos últimos 8 ou 9 meses, e que me disse uma coisa que bateu, forte, e fez com que eu pensasse ainda mais sobre o que escrevo hoje.

“Aquela pessoa que você era com seus 18-19 anos não serve mais nem pro mundo em que você vive hoje e nem pra quem você é hoje: talvez seja hora de vc largar essa personalidade e fazer outra.”

Quando ouvi isso, me lembrei de uma teoria que tinha sobre pessoas – e que só conversei com amigos, não escrevendo em lugar nenhum até hoje além de um documento soterrado em alguma das pastas aqui no meu notebook – que operava em cima do conceito das máscaras sociais e de como temos que vestir máscaras para interagir com o mundo, bem como sobre como temos de tecer essas máscaras pensando naquilo que desejamos conseguir, não sobre quem desejamos ser – algo que é bizarro demais pra mim, já que ser uma pessoa só é complicado demais, e ser mais de uma deve ser enlouquecedor até aprender administrar isso… Efeito malabares com bolas, sabe?
Pois então… Decidi aproveitar esse feriado e essa crise em que estou pra olhar pra dentro, focar nessas máscaras, lapidar umas, quebrar outras, construir uma nova – quem sabe… – pra ver se por esta máscara consigo ver algo novo e que me abra os olhos.

Este é o Devaneio…

Devaneio por causa do esforço que preciso fazer para criar um prisma sob o qual observarei um mundo mais distante do real por precisar de uma máscara, o prisma, para perceber coisas de um jeito diferente.
Devaneio por ter de construir algo para perceber o mundo de um jeito que ainda não percebo…
Devaneio por ter de colocar um véu sobre o mundo, para ver novas soluções.

Espero, sinceramente, não enlouquecer no processo.

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